Oct
30
2008
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A energia Eólico - a Força dos Ventos !

eólica é cinética deslocamentos de massas de ar, gerados pelas diferenças de temperatura   na superfície planeta. Resultado da associação da radiação solar incidente no planeta com o movimento de rotação da terra,   fenômenos naturais que se repetem. Por isso é considerada renovável.

 

Tudo indica que as primeiras utilizações de eólica deramse com as embarcações, algumas publicações mencionam vestígios de sua existência já por volta de 4.000 .C., recentemente testemunhado por um barco encontrado num túmulo sumeriano da época, no qual havia também remos auxiliares.

Por volta de 1.000 .C. os fenícios, pioneiros na navegação comercial, se utilizavam de barcos movidos exclusivamente . Ao longo anos vários tipos de embarcações vela foram desenvolvidos, com grande destaque para as Caravelas - surgidas na Europa no século XIII e que tiveram papel destacado nas Grandes Descobertas Marítimas.

As embarcações vela dominaram os mares durante séculos, até que o surgimento navio vapor, em 1807 veio dividir este domínio, mas pelo fato de exigir menores despesas em contrapartida menor regularidade oferecida no tempo trajetos, o veleiro conseguiu manter o páreo por um bom tempo, só vindo perder concorrência no início século XX, quando foi praticamente abandonado em favor vapor. Atualmente os maiores usos das embarcações vela são no esporte e lazer.

O CARRO VELA DE NASSAU

Na edição especial da revista Motor 3 - “100 Anos Automóvel” -, é mencionado que no ano de 1600, o Almirante holandês Maurício de Nassau - Tio administrador, homônimo, território brasileiro dominado pela Holanda de 1.636 1644 -, durante luta da independência da Holanda contra Espanha, idealizou uma canhoeira terrestre dotada de rodas, sendo as traseiras providas de mecanismo esterçante controlado por tirante, o veículo seria impulsionado por velas idênticas as das embarcações marítmimas. construção ficou cargo seu engenheiro Symon Stevin, tendo mesma sido construí com madeira e lona, conseguindo façanha de, com vinte e oito homens bordo e favorecida pelos fortes e constantes da costa holandesa, cobrir os 80 Km que separam Le Havre de Petten, em exatamente duas horas, surpreendendo os espanhóis num ataque surpresa.

Este veículo batizado por seu construtor de “zeylwagen”, ou carro vela, aparece como o primeiro não depender da propulsão muscular.

Nos anos 70/80 surgiram, inicialmente no Estados Unidos, pequenos veículos de lazer com três rodas e propulsão similar ao carro de Nassau, que logo se tornaram muito comuns, tendo se popularizado também nas principais praias brasileiras, eram os chamados windcar.

O SURGIMENTO MOINHOS DE VENTO

Parece ser difícil afirmar com seguranç época em que surgiram os primeiros moinhos de vento, há indicações sobre tais motores primários já no século X. Este assunto é bem dessertado no livro ” Uma História das Invenções Mecânicas” de Abbot Payson Usher, editado pela primeira vez em 1929 e reproduzido no Brasil pela editora Papirus Ciência, o livro cita relato de geógrafos descrevendo moinhos de usados no Oriente Médio para bombeamento d´agua. O mesmo aponta ainda referências diversas como historias e crônicas - mas, neste caso, considerando sua veracidade incerta - que mencionam o uso moinhos de vento já em 340 d.C.

Ainda conforme citada publicação, até sua introdução na Europa por volta século XII, os moinhos de vento eram projetados em função da direção predominante , tendo o seu eixo motor direção fixa. As características de variação de intensidade e direção na Europa incentivaram criação de mecanismos para mudanç de direção eixo cataventos, surgindo então os primeiros modelos onde o eixo das pás podia ser girado em relação ao poste de sustentação.

 

Na Holanda, onde os moinhos de vento eram usados desde o século XV para drenarem as terras na formação pôlderes, invenção moinhos de cúpula giratória, que permitia posicionar o eixo das pás em função da direção , é registrada como um grande incremento de capacidade destes, e grande progresso nos sistemas de dessecamento.

OS PRIMEIROS SISTEMAS DE CONTROLE DE POTÊNCIA

Revolução Industrial trouxe consigo as invenções das máquinas de produção, como os teares industriais, tais máquinas assim como os moinhos de farinha, exigiam uma certa constância da velocidade, evidenciando uma das desvantagens da eólica em relação animal e roda d´agua, que é o fato de sua ocorrência ser irregular e de intensidade variável. Para contornar variação de intensidade surgiram, ainda no século XVI, os primeiros sistemas de controle ou limitação de potência, sendo mencionados o freio aplicado ao eixo das pás - existindo inclusive esquemas de Leonardo da Vinci de um freio de cintas aplicado roda acionadora - e inclinação eixo das pás em relação ao horizonte. Tais aperfeiçoamentos permitiram integrar os moinhos de vento também estas unidades produtivas, e até o século XVIII - século surgimento da máquina vapor - os moinhos de vento, juntamente com as rodas d´agua, marcavam muitas paisagens.

PRINCIPAIS TIPOS DE TURBINAS EÓLICAS NA ATUALIDADE

Os aerogeradores e aeromotores, costumam ser classificadas pela posição eixo seu rotor que pode ser vertical ou horizontal, seguir mencionaremos os principais modelos relativos aos tipos de classificação mencionados.

EIXO HORIZONTAL

Está disposição necessita de mecanismo que permita o posicionamento eixo rotor em relação direção vento, para um melhor aproveitamento global, principalmente onde se tenha muita mudanç na direção . Encontrase ainda moinhos de vento seculares com direcionamento eixo das pás fixo, mas situamse onde os predominantes são bastante representativos, e foram instalados em épocas em que os citados mecanismos de direcionamento ainda não haviam sido concebidos.

Os principais modelos diferem quanto as características que definem o uso mais indicado, sendo eles:

  • Rotor multipás - atualmente representa maioria das instalações eólicas, tendo sua maior aplicação no bombeamento d´agua. Suas características tornam seu uso mais próprio para aeromotores, pois dispõe de uma boa relação torque de partida / área de varredura rotor, mesmo para fracos, em contrapartida seu melhor rendimento encontrase nas baixas velocidades, limitando potência máxima extraida por área rotor, que não é das melhores, tornando este tipo pouco indicado para geração de elétrica. O fato de alguns autores de livros, escritos em outras décadas, contrariamente percepção atual, apontaremno como sendo melhor opção devido sua característica de menor variação de velocidade rotor em função da velocidade vento, deviase as limitações de controle da curva de tensão de saída sistemas de geração de disponíveis naquelas épocas, o que restringia o aproveitamento da gerada, uma faixa estreita de velocidade rotor. Com o desenvolvimento da eletrônica este panorama mudou, pois os sistemas atuais podem ser facilmente projetados para uma faixa de velocidade bastante ampla e com um rendimento bastante satisfatório, passando o fator determinante ser potência obtida pelo rotor em relação área de varredura, onde os modelos de duas e três pás se destacam com um rendimento muito superior.

 

 

  • Rotor de três ou duas pás - é praticamente o padrão de rotores utilizados nos aerogeradores modernos, isto devese ao fato da grande relação de potência extraída por área de varredura rotor, muito superior ao rotor multipás (embora isto só ocorra em velocidades de vento superiores), pois além seu rendimento máximo ser o melhor entre todos os tipos, situase em velocidades mais altas. Entretanto, apresenta baixos valores de torque de partida, e de rendimento para velocidade baixas, características que apesar de aceitáveis em sistemas de geração de eletricidade, imcompatibilizam seu uso em sistemas que requeiram altos momentos de e ou carga variável.

EIXO VERTICAL

principal vantagem das turbinas de eixo vertical é não necessitar de mecanismo de direcionamento, sendo bastante evidenciada nos aeromotores por simplificar bastante os mecanismos de trasmissão de potência.

Como desvantagens apresentam o fato de suas pás, devido ao movimento de rotação, terem constantemente alterados os angulos de ataque e de deslocamento em relação direção , gerando forças resultantes alternadas, o que além de limitar o seu rendimento, causa vibrações acentuadas em toda sua estrutura.

  • Rotor Savonius - Apresenta sua curva de rendimento em relação velocidade próxima rotor de multipás de eixo horizontal, mas numa faixa mais estreita, e menor amplitude, seu uso, como o daquele, é mais indicado para aeromotores, principalmente para pequenos sistemas de bombeamento d´agua, onde o custo final devido simplicidade sistema de transmissão e construção rotor propriamente dito, podem compensar seu menor rendimento.

  • Rotor Darrieus - Por ter curva de rendimento característica próxima rotores de três pás de eixo vertical, são mais compatíveis com o uso em aerogeradores, mas como nestes os sistemas de transmissão já são bastante simples, seja qual for o tipo de disposição eixo rotor, o Darrieus perde uma das vantagens comparativas. Além disto necessidade de sistema de direcionamento para o outro tipo de rotor, é compensada pela facilidade de implementação de sistemas aerodinâmicos de limitação e controle de potência, que amplia faixa de utilização em relação velocidade e deixao muito menos suceptível danos provocados por muito fortes. Desta forma o Darrieus parece ficar em plena desvantagem em relação ao rotor de eixo horizontal, sendo seu uso pouco notado.

OS AEROGERADORES

Com o surgimento da máquina vapor, motores de combustão interna e das grandes usinas de eletricidade e rede de distribuição, os sistemas eólicos foram relegados um segundo plano por um bom tempo, permanecendo em algumas aplicações, como o bombeamento d´agua em áreas rurais e salinas, além de outras mais raras.

Durante crise petróleo, na década de 70, eólica voltou ser bastante cogitada, e os avanços da aerodinâmica e surgimento da eletrônica, permitiu o aparecimento de aerogeradores muito eficientes e com o custo por kW, quando utilizado em sistemas de grande porte interligados rede de distribuíção, comparável com o das hidroelétricas, com isto desde década de 80, tem sido cada vez mais comuns instalação de parques eólicos em vários países principalmente da Europa e nos Estados Unidos, atualmente podem ser encontrados em nivel comercial aerogeradores com potências nominais de até 1,5MW.

Os aerogeradores pequenos para sistemas autônomos de carregamento de baterias, também evoluiram bastante incorporando novas tecnologias, tendo com isto ampliando muito sua faixa de utilização, existe atualmente varias opções na faixa de 50 600W nominais.

No Brasil o primeiro aerogerador de grande porte foi instalado no arquipélago de Fernando de Noronha, em 1992, tratandose de uma turbina de 75kW, com rotor tripá de 17 metros de diametro, tendo o mesmo sido integrado ao sistema de fornecimento de , formando um sistema híbrido com o gerador diesel já existente na ilha, patrocinando uma economia de aproximadamente 10% no consumo de diesel, alem da redução de emissão de poluentes.

O Atlas da Região Nordeste (CBEE & ANEEL - 1998), demonstra o grande potencial que o Brasil tem explorar, dispondo ao longo da costa grandes áreas de bastante regulares e de boa velocidade. Em 1998 foi inaugarada em SorocabaSP, Wobben Windpower, subsidiária da ENERCON, passando produzir no país aerogeradores com potência de 600 kW.

Com instalação, em janeiro de 1999, parque de Palmas no Paraná - primeiro parque da região Sul - o incremento de seus 2,5MW, promoveu elevação da potência instalada no país, que já ultrapassa os 20MW. Atualmente os maiores parques instalados são os Ceará, representados pelo de Taíba com 5MW e o de Prainha com 10 MW. Em Minas Gerais encontrase o de Gouvêia com 1MW.

 

CONFIGURAÇÃO DE FORNECIMENTO, E SISTEMAS DE ARMAZENAMENTO

Apesar de ser uma fonte relativamente barata eólica apresenta algumas características que dificultam seu uso como fonte regular de , além de sua ocorrência ser irregular para pequenos períodos, quantidade de diária disponível, pode variar em muitas vezes de uma estação ano para outra, em um mesmo local.

O fato da potência disponível variar com o cubo da velocidade vento, dificulta muito questão dimensionamento e escolha local para instalação, limitando seu uso apenas em regiões de fortes e relativamente constantes.

Atualmente os sistemas mais comuns de fornecimento de utilizando sistemas eólicos são:

  • Sistemas eólicos de grande porte interligados rede pública de distribuição - por dispensarem sistemas de armazenamento são bastante viáveis representando atualmente maior evolução em sistemas eólicos, já apresenta custos paritários ao das hidrelétricas. Nesta configuração os sistemas eólicos podem ter uma participação na ordem de 15% fornecimento total de , envolvendo definição deste percentual estudos específicos de vários fatores que garantam fornecimento regular e qualidade de sistema interligado como um todo.

 

  • Sistemas híbridos diesel de médio porte - nestes os geradores eólicos podem representar fator de economia de combustível com custos bem atraentes para locais onde não dispõe da rede de distrubuíção interligada e dependam de geradores diesel para fornecimento de elétrica, como o motor diesel garante regularidade e estabilidade no fornecimento de , dispensando sistemas de armazenamento, e o transporte diesel representa um custo adicional, implementação de aerogeradores é neste caso bastante compensador e recomendado.

 

  • Sistemas eólicos autônomos / armazenamento - sistemas de eólica outônomos para fornecimento regular de eletricidade, tornamse bastante dispendiosos devido as complicações sistemas de armazenamento, que devem compensar não só as variações instantâneas e diarias, mas também compensar variação da disponibilidade nos períodos ano, Sendo sua aplicação limitada pequenos sistemas para recarga de baterias, em regiões remotas, principalmente para fornecimento de eletricidade para equipamentos de comunicação e eletrodomésticos, onde o benefício e conforto compensam o alto custo por watt obtido.

Outros usos diversos geração de eletricidade, como aeromotores para bombeamento d´agua são mais compatíveis com o uso singular da eólica. Talvez o desenvolvimento de tecnologias de obtenção, aplicação e estocagem hidrogênio, venham representar uma nova opção para um sistema de armazenamento compatível com eólica, possibilitando sistemas eólicos ou eólicossolares autônomos economicamente viáveis.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1) RELATÓRIO DE PESQUISAS ENCYCLOPAEDIA BRITANNICA NR. 242 “EMBARCAÇÕES VELA”

2) UMA HISTÓRIA DAS INVENÇÕES MECÂNICAS - ABBOT PAYSON USHER - PAPIRUS EDITORA - 1993

3) SOLAR E FONTES ALTERNATIVAS - WOLFGANG PALZ - HEMUS 1981

4) LA ESCUELA DEL TÉCNICO MECÂNICO, VOL III - CALDEIRAS / MÁQUINAS VAPOR - EDITORA LABOR S.. - 1959

5) INVENÇÃO DA MÁQUINA VAPOR - FAUUSP - 1976

6) ENCICLOPÉDIA BARSA VOL XI

7) FONTES NÃO CONVENCIONAIS DE - AS TECNOLOGIAS SOLAR, EÓLICA E DE BIOMASSA - UFSC - 1999

8) PÁGINA CBEE NA INTERNET

 

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